Pelo menos 12 aves de quatro estados brasileiros estão sendo analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), em Campinas, para verificar a presença do vírus da gripe aviária. As investigações são parte do reforço nas ações sanitárias após a confirmação de focos da doença no Rio Grande do Sul.
As amostras vêm de frangos, galinhas comuns, galinhas-d’angola e outras aves que apresentaram sintomas compatíveis com a gripe aviária. Em alguns casos, os testes são realizados após o abate preventivo dos animais.
Ceará
Em Salitre, interior do Ceará, uma galinha comum e um capote (galinha-d’angola) foram submetidos a exames após apresentarem sinais da doença. Os animais eram criados em uma propriedade rural.
Tocantins
No município de Aguiarnópolis, sete frangos com sintomas respiratórios foram sacrificados. Inicialmente, havia suspeita de gripe aviária, mas um laudo preliminar do Ministério da Agricultura descartou a presença dos subtipos H5N1 e H7N9. Os testes identificaram apenas influenza A de baixa patogenicidade, afastando a hipótese de gripe aviária no estado.
Santa Catarina
Na cidade de Ipumirim, galinhas foram testadas após uma mortalidade atípica no plantel. O governo catarinense não divulgou o número exato de animais mortos, mas informou que toda perda superior a 10% é investigada, mesmo sem confirmação da doença.
Rio Grande do Sul
Com casos já confirmados em cisnes, patos e frangos, o Rio Grande do Sul continua monitorando possíveis novos focos. O caso mais recente envolve uma galinha encontrada morta em Estância Velha. Desde 2022, o estado já enviou amostras genéticas de 147 aves para análise.
As autoridades sanitárias mantêm vigilância ativa e protocolos de resposta rápida em todos os estados, buscando evitar a disseminação do vírus no território nacional.


