A Associação Saúde em Movimento (ASM), uma das principais organizações do terceiro setor na gestão hospitalar do país, enfrenta uma severa crise jurídica e reputacional. Sediada em Salvador, a entidade acumula cerca de 1.600 ações judiciais trabalhistas movidas por funcionários devido a atrasos sistemáticos de salários.
Enquanto os trabalhadores cobram os vencimentos na Justiça, o CEO da organização, Cláudio Vitti, é apontado por manter um padrão de vida luxuoso e incompatível com seus rendimentos formais. As informações são de O Brasilianista.
Uma investigação jornalística publicada pelo portal Vero Notícias revelou que o núcleo familiar de Vitti estaria operando uma estrutura financeira complexa. Os relatórios apontam indícios contundentes de “confusão patrimonial”, triangulação ilegal de repasses públicos e mecanismos estruturados para possível evasão fiscal.
De acordo com os documentos analisados, a ASM utilizaria uma espécie de rede de influência composta por organizações menores. Essas entidades de fachada funcionariam como CNPJs “laranjas”, permitindo que o grupo continue participando e vencendo licitações públicas das quais a marca principal da ASM está proibida de disputar por força de bloqueios judiciais.

