Médicos que atuam na Policlínica Municipal do Tomba, em Feira de Santana, segundo maior município da Bahia, enfrentam um cenário de incerteza financeira referente a remuneração do mês de junho de 2026. A pendência ocorre justamente no período que marcou o encerramento das atividades do Instituto de Saúde Nossa Senhora da Vitória (INSV) à frente da administração da unidade de saúde.
Conforme informações divulgadas pelo portal BNews, os profissionais de medicina afirmam que não há previsão para o recebimento dos valores nem esclarecimentos sobre qual instituição arcará com a dívida acumulada.
A situação em aberto não é um caso isolado. De acordo com os relatos obtidos pela reportagem, repasses referentes ao mês de dezembro de 2024 permanecem sem quitação desde a transição do governo municipal do ex-prefeito Colbert Martins (MDB).
Diante das irregularidades na prestação de contas e no cumprimento de obrigações com os trabalhadores, a Prefeitura de Feira de Santana instaurou um processo administrativo que resultou na desqualificação oficial do INSV como organização social apta a prestar serviços na rede pública da cidade.
Mesmo sem receber o salário, a equipe médica e os funcionários continuam trabalhando e atendendo a população normalmente. O problema é que a maioria dos médicos trabalha como Pessoa Jurídica (PJ), um tipo de contrato que dificulta a cobrança de direitos na Justiça.
Além disso, trabalhadores terceirizados relatam que, apesar de terem recebido a rescisão, a empresa passou meses sem depositar o FGTS.


