Originária da Índia, a moringa oleifera vem ganhando espaço no Brasil por seus múltiplos benefícios à saúde. Considerada um superalimento, a planta é rica em nutrientes e tem efeitos desintoxicantes, anti-inflamatórios e fortalecedores do sistema imunológico.
Segundo a nutricionista Cintya Bassi, coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, a moringa é uma erva depurativa, especialmente benéfica para o fígado e o intestino. Um de seus principais compostos é a quercetina, substância com ação anti-inflamatória e hepatoprotetora que estimula enzimas responsáveis pela detoxificação hepática.
Já no sistema intestinal, o destaque vai para suas fibras solúveis, que ajudam na regulação do trânsito intestinal e na eliminação de toxinas. “A presença de antioxidantes também auxilia na prevenção do envelhecimento precoce, protege a pele e o fígado, além de contribuir para o controle da glicemia e o fortalecimento da imunidade”, explica Cintya.
As folhas e sementes da moringa concentram vitaminas A, C, E, K e do complexo B, além de minerais como cálcio, ferro, potássio, magnésio e zinco. Praticamente toda a planta é comestível — incluindo flores, vagens e raízes — o que a torna ainda mais valiosa em culturas tradicionais e na alimentação funcional.
O consumo pode ser feito de diversas formas: fresca, em pó, cápsulas ou na forma de chá. “O ideal é consumir de 2 a 3 gramas por dia na forma de pó ou cápsulas, ou ainda uma xícara de chá feita com folhas secas”, orienta a nutricionista. Ela ainda recomenda fazer pequenas pausas após três semanas de uso contínuo, mesmo sendo um alimento seguro para a maioria das pessoas.
Apesar dos muitos benefícios, a moringa não é indicada para gestantes, crianças menores de dois anos, pessoas com pressão arterial baixa ou com doenças hepáticas e renais graves.


