O perfil Alô Juca, do apresentador Marcelo Castro, acusado de liderar a quadrilha que ficou conhecida como ‘Golpe do Pix’, saiu do ar após decisão da Justiça da Bahia. As informações são da coluna ‘Outro Canal’, da Folha de São Paulo.
Segundo o portal de notícias, a ordem judicial destinada à Meta, companhia que gerencia redes sociais como Facebook, Instagram e outras, aconteceu na quarta-feira, 29, e foi acatada na quinta-feira 1º.
O que diz o MP-BA sobre o ‘Golpe Pix’
Marcelo Castro e o jornalista Jamerson Oliveira, que também integra o programa Alô Juca, exibido pela TV Aratu, filiada do SBT, tornaram-se réus por apropriação indébita e lavagem de dinheiro após denúncia do Ministério Público da Bahia. A denúncia foi aceita pela Justiça em setembro de 2024 e, desde então, a dupla passou a ser considerada lideranças do “Golpe do Pix”.
“A denúncia aponta que o grupo atuou entre 2022 e 2023, desviando doações feitas através de chaves Pix exibidas em um programa televisivo, destinado a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Dos R$ 540 mil arrecadados durante esse período, aproximadamente 75% do valor (cerca de R$ 410 mil) foi apropriado indevidamente pelos integrantes da associação criminosa, enquanto apenas R$ 135.945,71 foram efetivamente repassados às vítimas”, disse o MP.
Indícios do golpe levantados pelo MP-BA
Ainda de acordo com o órgão, há indícios de que os denunciados realizavam movimentações financeiras fragmentadas e atípicas, a fim de ocultar a origem ilícita dos valores, configurando o crime de lavagem de dinheiro.
“Em uma das ocorrências investigadas, os acusados se apropriaram de mais de R$ 57 mil de um total de R$ 64 mil arrecadados, repassando às vítimas apenas pouco mais de R$ 6 mil. A pedido do MPBA, a Justiça determinou ainda o bloqueio de bens de Marcelo Castro, Jamerson Oliveira e Lucas Santos, totalizando mais de R$ 600 mil, como forma de garantir a reparação dos danos causados às vítimas. O processo segue em tramitação na Justiça e os acusados terão a oportunidade de apresentar suas defesas durante o curso das investigações”, detalhou o MP.


