A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou o fechamento de aeroportos estratégicos e afetou rotas internacionais em larga escala. Um dos principais impactos foi registrado no Aeroporto Internacional de Dubai, que amanheceu fechado e com áreas de embarque vazias nesta segunda-feira (2), em meio às restrições impostas no espaço aéreo da região.
Considerado um dos maiores centros de conexão do mundo, o terminal em Dubai passou a operar de forma limitada após dias de interrupção total. A administradora do aeroporto informou que a retomada ocorrerá gradualmente e orientou passageiros a comparecerem ao local apenas após contato direto das companhias aéreas.
O conflito teve início no sábado (28), quando forças norte-americanas e israelenses lançaram bombardeios contra território iraniano. Entre as vítimas, segundo autoridades, estaria o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, além de integrantes da cúpula militar. Em resposta, o Irã passou a realizar ataques contra alvos israelenses e bases militares dos EUA na região, ampliando a instabilidade.
Além de Dubai, outros centros estratégicos também sofreram impactos. O Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e o aeroporto de Doha registraram suspensão ou severa redução das operações. Já o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, foi fechado para voos comerciais no sábado, com previsão de reabertura em formato extremamente restrito.
Companhias aéreas internacionais anunciaram uma série de cancelamentos e alterações de rotas. A Emirates suspendeu temporariamente suas operações em Dubai. Empresas como Air France, KLM, British Airways, Lufthansa, Etihad Airways e Japan Airlines também anunciaram cancelamentos ou flexibilização para reembolso e remarcação de passagens.
Dados divulgados por autoridades iranianas indicam que centenas de pessoas morreram desde o início dos ataques. Os Estados Unidos confirmaram a morte de militares norte-americanos durante os confrontos e afirmaram que manterão resposta às ações consideradas hostis.
A continuidade dos bombardeios e a interdição de parte do espaço aéreo do Oriente Médio transformaram a crise em uma das maiores interrupções recentes da aviação comercial global, com reflexos em voos intercontinentais e conexões estratégicas entre Europa, Ásia e África.


