O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou, nesta segunda-feira (14), 13 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa ultraviolenta com atuação em Trancoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro e localidades vizinhas, no extremo sul do estado.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul), como desdobramento da Operação Costa Limpa. Segundo o MPBA, os denunciados poderão responder por crimes como organização criminosa ultraviolenta, tráfico de drogas, lavagem de capitais e favorecimento ao domínio social estruturado.
De acordo com as investigações, realizadas em conjunto com a 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a organização seria liderada por José Venâncio Farias dos Santos, conhecido como “Cadu” ou “Du Love”.
As apurações apontam que o grupo possuía uma estrutura hierarquizada, dividida em núcleos de comando, operacional, financeiro e de apoio. Entre as atividades atribuídas à organização estão a distribuição de drogas por meio de “delivery”, lavagem de dinheiro, armazenamento de entorpecentes, transporte de armas e arrecadação de recursos.
Ainda segundo o MPBA, a organização mantinha um chamado “tribunal do crime”, utilizado para impor disciplina interna e intimidar rivais. As investigações também identificaram negociações para aquisição de armas, incluindo fuzis e outros armamentos de alto poder ofensivo.
As provas reunidas durante as investigações incluem relatórios de inteligência, análises financeiras, dados extraídos de celulares, movimentações bancárias e registros de negociações envolvendo drogas e armas.
Segundo a denúncia, José Venâncio Farias dos Santos exercia a liderança da organização.
O núcleo operacional seria formado por Thierry Santos Sena, Ivanildo Sousa Rocha Neto, Felipe Silva do Nascimento, Everton Valiense Xavier e Almir Gabriel Santos Cabral, apontados como responsáveis pela distribuição de drogas, entregas, arrecadação de valores, logística e transporte de armamentos.
Já o núcleo financeiro seria integrado por Francelino Juneo Pereira Ramos, Sérgio Tadeu Félix Lombardo, Rafaela de Jesus dos Santos, Ana Rodrigues dos Santos Neta e Bruno Santos Costa. Eles são apontados como responsáveis pela arrecadação, movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico.
O núcleo de apoio e suporte operacional seria composto por Maiane da Conceição Profeta e Caliane Silva Santos, acusadas de atuar na distribuição e armazenamento de drogas e na manutenção da estrutura logística do grupo.


