Uma idosa de 71 anos morreu na terça-feira (20), quatro dias após ser atacada por um enxame de abelhas em Itabuna, no sul da Bahia. Identificada como Adélia Silvina de Jesus, ela havia recebido alta hospitalar no sábado (17), mas voltou a passar mal e precisou ser socorrida novamente. Outra mulher, de 66 anos, também atingida pelos insetos, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O ataque aconteceu na tarde de sexta-feira (16), no Núcleo Habitacional da Ceplac, localizado no bairro Jaçanã. Segundo informações da TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, Adélia estava sentada na porta de uma casa com uma vizinha quando as duas foram surpreendidas pelo enxame.
Familiares e moradores tentaram socorrer as vítimas, mas também acabaram sendo picados. Conforme relatos de moradores à emissora, pelo menos dez pessoas foram atingidas.
As vítimas receberam atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros. Parte delas foi encaminhada ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
Após receber alta, Adélia voltou a apresentar mal-estar na terça-feira (20), quando o Samu foi acionado novamente. Ela foi levada ao hospital, onde sofreu uma parada cardíaca e morreu.
De acordo com familiares, a idosa tinha diabetes, hipertensão e problemas de saúde mental. Até o momento, não há confirmação de que as picadas das abelhas tenham causado a morte.
O corpo foi velado na Funerária Paulo Preto, e o sepultamento ocorreu na quarta-feira (21), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.
A segunda idosa atingida pelo enxame, conhecida como dona Nil, de 66 anos, continua internada na UTI. Segundo familiares, ela apresenta evolução positiva no quadro de saúde.
Além das pessoas, três animais de estimação foram atacados. Dois cachorros morreram após as picadas, enquanto uma gata recebeu atendimento veterinário e está se recuperando.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o enxame estava instalado no interior de um coqueiro, no quintal de uma residência. Após o atendimento às vítimas, os militares retornaram ao local para identificar a origem dos insetos e realizar o controle do enxame, a fim de evitar novos ataques.


