Funcionários terceirizados da Prefeitura de Salvador estariam sendo pressionados a participar de um ato político em apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), previsto para este sábado (17), na região da Barra. A denúncia foi relatada ao portal BNews por um trabalhador da área de saúde, que pediu para não ser identificado por medo de possíveis represálias.
Segundo o relato, camisas com o nome do candidato teriam sido entregues aos funcionários na quinta-feira (15), para serem utilizadas durante o evento.
Outro episódio foi divulgado pela influenciadora Bárbara Carine, do portal Uma Intelectual Diferentona. Ela publicou um áudio atribuído a uma mulher que, durante uma reunião on-line, teria convocado funcionários para participar da manifestação.
Na gravação, a mulher afirma que a convocação partiria do prefeito e orienta os trabalhadores sobre a participação no ato, além de informar que haveria um ônibus à disposição na Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
“Esta convocação está vindo diretamente do prefeito pedindo a ida de vocês ao evento. Se vocês votam, se vocês não votam, está livre para vocês. A questão é a ida ao evento político”, diz o áudio divulgado.
A reportagem do BNews informou que procurou a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Salvador, mas não havia recebido resposta até a publicação. O espaço permaneceu aberto para manifestação.
O evento, denominado “Bloquinho do 22”, está previsto para começar às 15h deste sábado (17), com concentração no Morro do Cristo, na Barra. A caminhada deve seguir em direção ao Farol da Barra, onde está programado o ato político.
Além de Flávio Bolsonaro, a mobilização tem previsão de participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), do senador Guilherme Derrite e do deputado estadual baiano Diego Castro (PL).
Durante a programação, Flávio Bolsonaro também deveria receber o título de cidadão soteropolitano, concedido pela Câmara Municipal de Salvador. No entanto, a homenagem foi alvo de críticas e de um abaixo-assinado contrário à concessão da honraria.


