O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, chegou a Miami, nos Estados Unidos, por volta das 10h25 desta quarta-feira (28), no horário de Brasília. Ele viajou acompanhado da esposa e das duas filhas, a bordo de uma aeronave privada.
Segundo informações divulgadas pelo canal argentino Todo Noticias e publicadas anteriormente pelo BNews, o parlamentar teria atravessado a fronteira a pé antes de seguir viagem no jatinho. Conforme informações da Folha de S.Paulo, a aeronave fez uma parada em Guayaquil, no Equador, durante a madrugada, antes de seguir para os Estados Unidos.
De acordo com reportagem do UOL, o avião utilizado na viagem pertence à empresa Baires Fly. A aeronave, um Gulfstream G400 com capacidade para 14 passageiros, partiu do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, em direção a Guayaquil e, posteriormente, a Miami.
A empresa está ligada ao empresário argentino Sergio Mastropietro, aliado do presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a publicação, Mastropietro é investigado pela Justiça argentina por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a supostos desvios na Agência Nacional de Deficiência (Andis).
As investigações apontam que a Baires Fly teria recebido transferências de fornecedores beneficiados por contratos públicos do governo argentino. Ainda segundo o UOL, a empresa teria emitido notas fiscais referentes a supostos serviços aeronáuticos para justificar os recebimentos.
O caso também gerou repercussão política na Argentina devido às suspeitas envolvendo Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, apontada nas investigações como possível beneficiária de valores relacionados ao fornecimento de medicamentos para pessoas com deficiência.
Embora Luis Grande figure oficialmente como proprietário da Baires Fly, a Justiça argentina investiga se Mastropietro seria o principal responsável pela companhia.
Até o momento, as informações apresentadas dizem respeito a suspeitas e investigações em andamento. A ligação da aeronave com a empresa investigada não comprova, por si só, qualquer envolvimento de Flávio Bolsonaro nas irregularidades apuradas na Argentina.


