O Esporte Clube Vitória voltará a surfar o clima de Copa do Mundo em 2026. O clube lançará novamente um uniforme especial inspirado no torneio internacional, repetindo a estratégia comercial adotada há quatro anos. A informação foi revelada em entrevista exclusiva ao Correio pelo sócio-diretor da Volt Sport, Fernando Kleimmann.
A edição anterior, nas cores verde e amarelo, teve forte desempenho nas vendas e serviu como base para a decisão de reeditar o projeto. A nova versão, assim como a de 2022, deve ser voltada apenas para comercialização, sem utilização em jogos oficiais.
“Vai ter camisa da Copa do Mundo de novo. Foi um sucesso [em 2022], vendeu super bem. Ainda mais no Vitória, que tem um recall de atletas importantes que jogaram Copa. Então, tem um mote bem legal para a gente puxar”, afirmou Kleimmann.
Identidade preservada no uniforme principal
Enquanto aposta em um modelo temático para engajar o torcedor, a fornecedora indica que manterá características tradicionais na camisa principal. A listra vertical rubro-negra, que voltou a ser adotada nas últimas temporadas, deve permanecer como elemento central do design.
Segundo o executivo, a escolha foi respaldada por consultas informais à torcida e pelo desempenho comercial. “A gente sempre sugeriu a vertical. Fizemos pesquisas, enquetes informais que deram 90% de aprovação. O clube topou e foi um estouro de vendas”, explicou. “Enquanto a gente estiver fazendo, vamos sempre sugerir a vertical”, completou.
Ajustes no calendário e desafios logísticos
O planejamento da coleção de 2026 precisou ser adaptado em razão da mudança no calendário do futebol brasileiro, que antecipou o início do Campeonato Brasileiro. Como o processo de criação e fabricação de um enxoval completo pode levar até um ano, a alteração impactou a organização interna da empresa.
Ainda assim, a tendência é manter o cronograma tradicional de lançamentos: o uniforme principal no início da Série A, o segundo modelo no aniversário do clube, em 13 de maio, e uma terceira camisa no segundo semestre.
Estoque, lojas e críticas
Kleimmann também comentou a falta da camisa branca registrada em 2024. Historicamente, o uniforme número 1 concentra a maior parte das vendas, mas a sequência positiva do time atuando de branco alterou o comportamento do torcedor e elevou a procura pelo modelo alternativo.
“O Vitória só jogava com camisa branca, começou a ganhar para caramba com a camisa branca, e aí a torcida começou a comprar para caramba camisa branca. O que que aconteceu? Faltou, óbvio que vai faltar. São coisas que acontecem fora da curva”, disse.
Outro ponto destacado foi a mudança na operação das lojas físicas, que passaram a ser administradas por um parceiro comercial, enquanto a Volt manteve sob sua responsabilidade o e-commerce e o outlet.
Em relação às críticas sobre qualidade e durabilidade, o dirigente afirmou que a empresa utiliza os mesmos fornecedores de grandes marcas internacionais e reconheceu que ajustes são necessários em produções de grande escala.
“Os insumos são os mesmos. Puma, Adidas, Nike, todos compram o mesmo tecido e usam os mesmos insumos que a gente”, declarou. “Não é perfeito, não é nota 10. Existem momentos de gap que é normal, mas a gente trabalha para evoluir.”

