Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Salvador (CMS) propõe reconhecer oficialmente o Ofício das Baianas de Acarajé como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico da capital baiana. A matéria, de autoria do vereador Sílvio Humberto (PSB), aguarda análise das comissões temáticas da Casa antes de seguir para votação em plenário.
Caso seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito, a medida representará o terceiro nível de proteção e reconhecimento público à atividade, que já conta com títulos concedidos pelos governos estadual e federal.
O texto abrange não apenas o preparo e a comercialização do acarajé e das comidas típicas, mas também os saberes tradicionais, o modo de armar os tabuleiros, as indumentárias características, a transmissão do conhecimento entre gerações e a ligação com as religiões de matriz africana.
Importância histórica e ancestralidade
Na justificativa do projeto, o autor destaca o papel histórico das baianas no empreendedorismo feminino, na economia popular e na afirmação da identidade da população negra desde o período colonial, quando mulheres escravizadas e libertas utilizavam o comércio de alimentos como meio de subsistência e resistência.


