O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, possui cidadania italiana desde 2023, segundo informações do governo da Itália. O reconhecimento garante ao parlamentar o direito de solicitar e obter um passaporte italiano, conforme as regras do país.
A informação consta em uma resposta da subsecretária italiana do Interior, Wanda Ferro, a um questionamento apresentado pelo deputado Angelo Bonelli na Câmara dos Deputados da Itália, em junho de 2025.
O assunto ganhou destaque nesta terça-feira (27), após a Polícia Federal apurar a suspeita de que o senador tenha deixado o Brasil depois da derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25).
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio Bolsonaro, incluindo o documento diplomático. A decisão também estabeleceu que o senador entregasse, em até 24 horas, eventuais passaportes de outras nacionalidades.
O prazo terminou às 11h desta terça-feira. Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal cancelou, ao meio-dia, os passaportes comum e diplomático do parlamentar nos sistemas da corporação.
Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira, Flávio afirmou que foi intimado pela Polícia Federal a entregar os documentos e que estava proibido de deixar o país. O senador também questionou a decisão de Moraes e atribuiu a medida a declarações feitas por seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos.
Apesar de ter combinado com a defesa a entrega dos documentos, o senador não os apresentou dentro do prazo informado. Aliados tentaram contato com ele durante a manhã, conforme o relato divulgado.
Na resposta encaminhada ao deputado italiano Angelo Bonelli, a subsecretária Wanda Ferro informou que Flávio e Eduardo Bolsonaro tiveram a cidadania italiana reconhecida em 2023. Já Carlos Bolsonaro, outro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, concluiu o processo em 2024.


