A exatamente uma semana da votação decisiva do segundo turno, o primeiro debate presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por clima tenso, fortes provocações pessoais e falta de propostas detalhadas.
Desde o primeiro bloco, o tom da disputa foi ditado pela exploração de casos polêmicos e investigações que atingem ambos os lados.
Embates pessoais e acusações
Flávio Bolsonaro abriu o debate citando declarações da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), que acusou o filho do presidente de se reunir com ministros de Estado. Lula rebateu afirmando que a empresária “é um problema da Polícia Federal”, garantiu que o filho prestará depoimento e provocou o adversário citando Eduardo Bolsonaro: “Seu irmão está foragido nos EUA tramando contra o Brasil”.
Em contrapartida, Lula cobrou explicações de Flávio sobre um pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. O petista também relembrou a atuação do senador como advogado de um PM acusado de homicídio infantil, a homenagem concedida por Flávio ao ex-capitão Adriano da Nóbrega na Alerj e projetos do parlamentar que dificultavam o rastreamento de munições.
As trocas de farpas atingiram o ápice quando Flávio afirmou que Lula venceu a votação em presídios, ao que o presidente ironizou lembrando que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe: “Seu pai votou em mim”. Em outro momento, Lula recusou se aproximar do rival no palco: “Da família Bolsonaro eu quero distância. De miliciano eu quero distância”.


