Dois médicos foram presos na Rússia após a morte de nove recém-nascidos em um hospital maternidade localizado em Novokuznetsk, cidade da Sibéria com cerca de 500 mil habitantes. As mortes ocorreram em um intervalo inferior a duas semanas, entre os dias 1º de dezembro e 12 de janeiro, todas no principal hospital da cidade.
Segundo o Comitê Investigativo do Estado da Rússia, os detidos são o médico-chefe e o chefe interino da unidade de terapia intensiva neonatal da unidade de saúde. Eles são suspeitos de negligência no exercício de suas funções profissionais.
Em comunicado oficial, a porta-voz do Comitê, Svetlana Petrenko, afirmou que as crianças morreram “em decorrência do desempenho inadequado, por parte dos suspeitos, de seus deveres oficiais e profissionais na organização e prestação de atendimento médico”. Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente a causa das mortes dos bebês.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o jornal russo Argumenty i Fakty informar que o hospital já possuía uma reputação negativa. De acordo com a publicação, a unidade havia recebido pelo menos cinco advertências das autoridades de saúde entre agosto e novembro do ano passado, por irregularidades no funcionamento.
As investigações seguem em andamento para apurar as responsabilidades e esclarecer as circunstâncias das mortes.


