Uma nova variante do coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, já foi identificada em ao menos 32 países. Denominada BA.3.2, a linhagem tem chamado a atenção de especialistas por apresentar maior capacidade de escapar dos anticorpos quando comparada a cepas atualmente predominantes, como JN.1 e LP.8.1.
Apesar da preocupação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, até o momento, não há evidências de que a nova variante provoque quadros mais graves da doença ou reduza de forma significativa a proteção das vacinas contra casos severos.
A BA.3.2 foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, a partir de uma amostra coletada de um swab nasal de uma criança. Em março de 2025, a variante também foi detectada em Moçambique, antes de surgir em países europeus como Holanda e Alemanha.
Após um período de baixa circulação, os registros voltaram a crescer a partir de setembro de 2025. Entre novembro daquele ano e janeiro de 2026, a linhagem passou a representar cerca de 30% das sequências analisadas em países como Dinamarca, Alemanha e Holanda.
Até fevereiro deste ano, a variante já havia sido identificada em 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos, segundo levantamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Até o momento, não há registro da BA.3.2 no Brasil.
Nos Estados Unidos, a cepa foi identificada em amostras de viajantes internacionais, em análises de esgoto de aeronaves, além de casos clínicos — incluindo pacientes hospitalizados — e monitoramento ambiental em diversos estados.
Especialistas seguem acompanhando a evolução da BA.3.2, enquanto autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação atualizada como principal forma de prevenção contra casos graves da doença.

