Pacientes diagnosticados com câncer de bexiga em estágio avançado passam a contar com uma nova alternativa terapêutica no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação do medicamento Padcev (enfortumabe vedotina), permitindo seu uso em conjunto com o imunoterápico Keytruda (pembrolizumabe).
A nova estratégia é destinada ao tratamento do câncer de bexiga músculo-invasivo (CBMI), uma das formas mais agressivas da doença. A combinação representa um avanço principalmente para pacientes que não podem receber quimioterapia à base de cisplatina, considerada uma das opções mais utilizadas nesses casos.
Com a atualização aprovada pela Anvisa, os medicamentos poderão ser utilizados tanto antes quanto após a cirurgia para retirada do tumor.
O Padcev atua de forma direcionada contra as células cancerígenas, transportando substâncias capazes de destruir o tumor. Já o Keytruda estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células malignas, sendo empregado no tratamento de diversos tipos de câncer.
Dados da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer apontam que aproximadamente um quarto dos diagnósticos da doença ocorre em fases avançadas. Nesses casos, o câncer costuma apresentar maior risco de recorrência e índices mais elevados de mortalidade.
Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da enfermidade estão o tabagismo, a exposição frequente a produtos químicos, o uso de determinados medicamentos, o envelhecimento e o histórico familiar da doença. Estatisticamente, homens brancos estão entre os grupos com maior incidência do câncer de bexiga.

