Faltam cerca de três meses para o verão, mas ainda há tempo para quem deseja emagrecer e melhorar a composição corporal até a chegada da estação. Segundo o médico, pesquisador e professor Gabriel Almeida, a evolução dos tratamentos para perda de peso ampliou significativamente as possibilidades de resultados em períodos relativamente curtos, desde que o processo seja individualizado e acompanhado por profissionais.
“Com certeza, ainda dá tempo para emagrecer para o verão. Hoje, o que temos de tratamento entrega resultado clínico compatível com a cirurgia bariátrica”, afirma Gabriel.
A evolução da medicina, segundo o médico, também mudou a própria forma de pensar o emagrecimento. O objetivo deixou de ser exclusivamente fazer a balança baixar e passou a envolver a redução de gordura, a preservação — e, quando possível, o aumento da massa muscular, além da melhora da flacidez e da qualidade de vida.
“Hoje, conseguimos associar estratégias para que o paciente perca peso e ainda melhore a composição corporal. Ou seja, diminua a flacidez e melhore a massa magra. A medicina evoluiu junto com a tecnologia”, explica.
Planejamento faz diferença
Para Gabriel, um dos principais erros de quem decide fazer um “projeto verão” é começar o processo sem planejamento. Ele compara o emagrecimento à construção de uma casa, que precisa de um projeto antes de começar.
“Imagine você construir uma casa na qual não existe um arquiteto para projetar toda essa casa. A casa vai ter vários problemas. Quando temos um paciente no inverno, por exemplo, e conseguimos fazer um tratamento para ele no inverno, a possibilidade de termos um resultado muito mais satisfatório é maior, porque um projeto adequado e individualizado geralmente entrega um resultado muito melhor”, afirma.
Entre as medidas que podem ser adotadas desde já estão a adequação da alimentação e a prática de atividade física. O médico também destaca a investigação de possíveis deficiências hormonais e o consumo adequado de proteínas como pontos importantes para quem deseja emagrecer preservando a massa muscular.
“As três principais atitudes para começar agora são cuidar da dieta e da atividade física. Número dois, investigar deficiências hormonais. As deficiências hormonais podem fazer um emagrecimento catastrófico, ou seja, uma dificuldade do emagrecimento e ainda uma perda significativa muscular. A terceira atitude é aumentar o consumo de proteínas nas refeições e principalmente na primeira refeição e, se possível, sempre que possível, tirar a última refeição”, orienta.
Mais gordura, menos massa muscular
Outro ponto de atenção é a diferença entre simplesmente perder peso e promover uma redução de gordura corporal. Para Gabriel, quem pretende eliminar mais de três quilos de gordura deve buscar acompanhamento médico para que o processo seja direcionado à redução de gordura, preservando a massa muscular.
“A partir de três quilos de peso, qualquer pessoa que queira perder mais de três quilos de peso, ela deve procurar aí o acompanhamento médico, porque o médico ele vai conseguir ter estratégias para focar na perda de gordura e não na perda de massa muscular. Então esse é um número, tá? Quer perder mais de três quilos? Precisa do médico”, explica.
A preocupação ganha ainda mais importância para quem deixa para começar o processo próximo ao verão. Embora a evolução das medicações tenha ampliado a possibilidade de obter resultados mesmo em um período mais curto, o tempo de preparação continua sendo um aliado.
“Antigamente, quando essa pessoa buscava essa perda de peso apenas no verão, na imensa maioria das vezes, ela não conseguia. Hoje, você ainda consegue ter uma perda de peso porque as medicações evoluíram muito. Porém, com o tratamento de antecedência, eu consigo uma perda de peso muito maior e principalmente já combater a flacidez e melhorar a massa muscular”, afirma.
Para o médico, portanto, o verão pode ser um estímulo para começar, mas não deve representar o fim do processo.
“Hoje, a nova era do emagrecimento não é apenas perda de peso, é perda de gordura, aumentando a massa muscular, diminuindo a flacidez e melhorando a qualidade de vida em geral”, conclui.


