A Polícia Federal (PF) concluiu mais um inquérito que investiga desvios em aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou seis pessoas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do instituto, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios, André Paulo Félix Fidelis.
Os indiciamentos são resultado das investigações sobre um suposto esquema envolvendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Em julho deste ano, os três já haviam sido indiciados pela PF por corrupção em outro inquérito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas ao INSS.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que a Contag repassou R$ 26.457.531,95 para 15 pessoas físicas e jurídicas, incluindo locadoras de veículos, empresas de buffet e agências de viagens.
Segundo a PF, os valores foram transferidos por meio de repasses fracionados, o que levantou a suspeita de que recursos desviados de aposentadorias e benefícios do INSS tenham sido utilizados para custear essas despesas. As investigações seguem para apurar a destinação dos recursos e a participação dos envolvidos.

