A Polícia Federal (PF) instaurou nesta segunda-feira (11) um novo inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de disseminar fake news e cometer crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação foi motivada por denúncias relacionadas à divulgação de conteúdo falso em um canal de WhatsApp administrado por Bolsonaro, que atribuía a Lula envolvimento na morte de pessoas LGBTQIA+.
O pedido para abertura do inquérito partiu do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Passos. A investigação teve início a partir de uma notícia-crime apresentada por um cidadão russo-brasileiro ao Ministério Público Federal (MPF), que apontou a divulgação de notícias falsas sobre Lula, incluindo associação ao regime de Bashar al-Assad, na Síria, e execuções de pessoas LGBTQIA+.
De acordo com as apurações, o canal de Bolsonaro, criado em outubro de 2023, teve sua última publicação registrada em 12 de julho deste ano. A postagem específica que originou a denúncia já não está disponível no canal.
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar redes sociais, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.


