A manhã desta terça-feira (26) foi marcada por uma operação do Ministério Público da Bahia que colocou no centro das investigações a ex-vereadora Leo Kret e servidores ligados à estrutura da Prefeitura de Salvador. A ação, batizada de “Operação Sponsor”, apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos destinados a eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTQIAPN+.
As equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis da capital baiana e também em Lauro de Freitas. Entre os locais alvos da operação está o Edifício Thomé de Souza, sede administrativa que concentra secretarias municipais.
De acordo com as investigações, uma associação suspeita de funcionar como entidade de fachada teria recebido mais de R$ 1,1 milhão em verbas municipais para execução de projetos ligados ao Carnaval de 2025 e à realização da “Caminhada da Diversidade LGBTI+”. Segundo o MP, parte do dinheiro pode ter sido desviada em benefício de integrantes da própria entidade.
As apurações envolvem suspeitas de peculato, fraude em licitações e desvio de recursos públicos. A Justiça autorizou sete mandados de busca e apreensão, além do afastamento de dirigentes da associação investigada e de duas servidoras municipais.
Atualmente filiada ao Partido Democrático Trabalhista, Leo Kret ocupa o cargo de diretora-geral de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+ da Secretaria Municipal da Reparação. A ex-parlamentar ganhou notoriedade ao se tornar a primeira vereadora transexual eleita no Brasil, após assumir mandato na Câmara de Salvador entre 2009 e 2012.
A operação contou ainda com apoio da Polícia Militar e de promotorias ligadas à proteção da moralidade administrativa e defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+.

