O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) que a Polícia Federal disponibilize, no prazo de 24 horas, o acesso integral ao conteúdo bruto dos celulares do tenente-coronel Mauro Cid e de sua esposa, Gabriela Cid, aos réus acusados de tentativa de golpe de Estado. O material foi apreendido durante as investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A decisão atende a um pedido da defesa do general da reserva Walter Braga Netto, ex-candidato à vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro, que é réu na Ação Penal (AP) 2668. Os advogados também solicitaram a suspensão do processo para que pudessem analisar o conteúdo, mas o pedido foi negado. Segundo Moraes, o disco rígido com o material não foi incluído na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além disso, Moraes determinou que a PGR informe se houve movimentações no procedimento administrativo relacionado à delação premiada de Mauro Cid após o dia 22 de setembro de 2023. Caso existam alterações ou aditamentos, o material deverá ser imediatamente anexado aos autos.
Braga Netto é um dos 34 denunciados pela PGR por suposta participação em uma tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado.


