O presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta à Bahia nesta quinta-feira (14) para cumprir uma série de compromissos em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. As agendas acontecem ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, que deve disputar a reeleição em 2026 em um cenário considerado apertado nas pesquisas eleitorais.
Pela manhã, acompanhado do ministro das Cidades, Vladimir Lima, Lula participa da entrega de 384 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com o governo federal, o empreendimento recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos do Novo PAC.
Já no período da tarde, o presidente visita a FAFEN-BA, cuja produção foi retomada em janeiro deste ano após quase cinco anos de paralisação. Segundo o governo, a unidade recebeu investimento de R$ 100 milhões e possui capacidade para produzir 1.300 toneladas diárias de ureia, o equivalente a aproximadamente 5% da demanda nacional. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também acompanha a agenda presidencial.
A fábrica havia sido hibernada em 2019, durante a política de desinvestimentos adotada pela estatal no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova passagem de Lula pela Bahia reforça a presença do presidente no estado em meio ao cenário pré-eleitoral. Esta será pelo menos a quinta visita do petista ao território baiano somente neste ano. Em abril, ele esteve em Salvador para acompanhar as obras do VLT da capital baiana. Antes disso, participou do encontro nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do aniversário do Partido dos Trabalhadores e também marcou presença no Carnaval de Salvador ao lado de Jerônimo Rodrigues.
O aumento das agendas ocorre em um momento de disputa apertada na Bahia. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de abril, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto aparece tecnicamente empatado com Jerônimo Rodrigues nos cenários de primeiro e segundo turno para o governo estadual.
No principal cenário de primeiro turno, ACM Neto soma 41% das intenções de voto contra 37% de Jerônimo. Em uma eventual disputa de segundo turno, o ex-prefeito aparece com 41%, enquanto o atual governador registra 38%, dentro da margem de erro da pesquisa.

