A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, na tarde desta terça-feira (3), a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por sua participação na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Zambelli deixou o Brasil após a condenação e, atualmente, se encontra nos Estados Unidos, com planos de seguir para a Europa. A Itália é apontada como seu provável destino, já que a deputada possui cidadania italiana, o que pode dificultar um eventual processo de extradição.
Ao anunciar sua saída do país, Zambelli afirmou que viajou inicialmente para realizar um tratamento médico e que pretende pedir licença do mandato para permanecer no exterior. “Vim, a princípio, buscando tratamento médico que já fazia aqui. Agora vou pedir para me afastar do cargo. Tem essa possibilidade na Constituição, acho que as pessoas conhecem mais depois do que o Eduardo Bolsonaro fez também”, declarou a deputada, em referência ao afastamento recente do colega de partido.
Zambelli nega que sua saída configure fuga e classificou a viagem como um ato de “resistência”. Em entrevista à CNN, a parlamentar desafiou o STF e citou sua dupla cidadania: “Eu tenho um passaporte italiano, pode colocar a Interpol atrás de mim, eles não me tiram da Itália. Sou cidadã italiana e lá eu sou intocável, a não ser que a Justiça italiana me prenda. E aí não vai ser o Alexandre de Moraes, vai ser a Justiça italiana. Estou pagando para ver um dia desses”.
Zambelli chegou a ter o passaporte apreendido em 2023, mas o documento foi posteriormente devolvido.


