Júlio Souza Silva, conhecido como Júlio Galego, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV) no bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador, foi dado como morto após a megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação das forças de segurança resultou em mais de 130 mortes, segundo informações preliminares.
No entanto, um vídeo que circula nas redes sociais desde a tarde desta quarta-feira (29) mostra o suspeito vivo, após ter sido capturado pela polícia com outro comparsa. As imagens foram divulgadas pelo perfil Boca Aberta Notícias e mostram Júlio recebendo atendimento médico, aparentemente baleado.
De acordo com a publicação, o baiano está sob custódia policial em um hospital, onde recebe cuidados após ser ferido durante o confronto. Até o momento, não há confirmação oficial sobre sua prisão nem detalhes sobre o seu estado de saúde ou para qual unidade prisional será transferido após a alta médica.
Um relatório obtido pelo BNews, aponta que os investigados ligados a Júlio Galego possuem histórico de crimes graves, incluindo tráfico de drogas, homicídios, porte ilegal de armas, associação criminosa e uso de documentos falsos.
Entre os nomes citados no documento estão Diogo Garcez Santos Silva, conhecido como “DG”, apontado como liderança do CV em Feira de Santana e com influência direta sobre comunidades na Penha, no Rio de Janeiro; e Robert da Silva de Jesus, o “Siri”, preso recentemente e considerado um dos chefes do grupo em Lauro de Freitas e Camaçari.
Outros suspeitos, como Lucas Santos Barbosa, Pedro Henrique Mascarenhas Ribeiro (Gago ou Cabeção) e Rauflan Santos Costa, também são mencionados por envolvimento em homicídios e tráfico de drogas. A lista inclui ainda indivíduos com mandados de prisão em aberto, já custodiados ou mortos em confrontos anteriores.


