A Polícia Civil da Bahia afirmou nesta terça-feira (4) que o assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, prima da apresentadora Mara Maravilha, foi motivado por uma vingança relacionada a um suposto golpe milionário atribuído ao sobrinho da vítima. As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa, do portal BNews, sobre a Operação Vendetta, que investiga o crime ocorrido no dia 25 de julho, em Itororó, no sudoeste da Bahia.
Segundo o diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, as investigações apontam que o sobrinho da advogada teria causado um prejuízo superior a R$ 6 milhões na região de Itabuna e Ilhéus ao negociar veículos de forma fraudulenta. Como ele não foi localizado, os supostos credores teriam decidido matar a advogada como forma de vingança.
“A motivação foi uma vingança. Como ele não foi localizado pelos credores, resolveram executar a advogada para atingir o responsável pelo prejuízo”, afirmou o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, não há, até o momento, qualquer prova de que Cláudia Félix tenha participado ou se beneficiado do suposto golpe aplicado pelo sobrinho. A investigação concluiu que ela foi escolhida apenas por ser familiar do homem apontado como responsável pelo prejuízo milionário.
As investigações identificaram quatro pessoas envolvidas diretamente no crime. Dois suspeitos já foram presos, um terceiro foi identificado e está foragido, enquanto um quarto participante ainda não foi localizado.
Entre os presos estão um policial militar e um agente terceirizado do sistema de ressocialização. Conforme a Polícia Civil, ambos participaram do planejamento da ação, realizaram levantamentos sobre a rotina da vítima e estiveram no local do homicídio.
Os investigados alegam que foram contratados apenas para realizar uma cobrança e negam participação na execução da advogada. No entanto, a polícia afirma possuir elementos que comprovam o envolvimento deles no assassinato.
A investigação também identificou o homem apontado como mandante do crime. Segundo a Polícia Civil, ele mora em Camaçari, teve a prisão preventiva decretada e permanece foragido. Conforme a apuração, o suspeito teria contratado um intermediário para repassar cerca de R$ 25 mil aos executores.
O delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana, destacou que a identificação dos veículos utilizados pelos criminosos foi fundamental para esclarecer o caso. Segundo ele, a partir da prisão de um dos executores, foi possível chegar aos demais envolvidos e avançar na identificação do mandante.
A Operação Vendetta segue em andamento para localizar os suspeitos que continuam foragidos e concluir o inquérito sobre o homicídio. A Polícia Civil afirma que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da execução da advogada.

