A polícia do Paraguai informou que a tornozeleira eletrônica usada pelo ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi localizada na madrugada desta segunda-feira (29), na rodoviária de Cidade do Leste, na fronteira com o Brasil. O equipamento foi identificado após cooperação entre autoridades paraguaias e brasileiras.
De acordo com a polícia local, o dispositivo foi encontrado por agentes da 3ª Delegacia do bairro Obrero e, em seguida, o Comando Tripartite foi acionado para dar andamento às investigações. A tornozeleira, homologada pela Anatel e registrada em nome de uma empresa brasileira de tecnologia, foi encaminhada às autoridades do Brasil para os procedimentos legais. Até a última atualização, a Polícia Federal ainda não havia recebido o equipamento para perícia.
Silvinei Vasquefoi preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no último dia 25, no natal, após tentar deixar o Paraguai com documentos falsos. Ele foi expulso do país por entrada irregular e por possuir mandado de prisão em aberto no Brasil.
Segundo as autoridades paraguaias, o ex-diretor da PRF tentou embarcar para El Salvador utilizando documentos falsos, chegando a se apresentar como “Julio Eduardo”. Durante a abordagem, ele alegou estar doente e afirmou ter câncer, mas acabou confessando que os documentos não lhe pertenciam.
De acordo com informações enviadas pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF), Silvinei deixou sua residência em São José (SC) na noite do dia 24, antes de a tornozeleira parar de emitir sinal. Imagens de câmeras de segurança mostram o ex-diretor carregando um veículo alugado com sacolas, objetos pessoais e itens para transporte de um cachorro da raça pitbull.
Após a fuga, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, afirmando que ele tentou driblar medidas judiciais impostas anteriormente.
Silvinei foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo a decisão, ele integrou o núcleo responsável por dificultar a votação de eleitores, especialmente no Nordeste, por meio do uso indevido da estrutura da PRF.


