Três policiais militares foram identificados como suspeitos de estuprar uma mulher argentina durante o Carnaval de Salvador. O caso teria ocorrido na noite de quinta-feira (12), no primeiro dia oficial da festa, dentro de um banheiro químico instalado no circuito Dodô (Barra-Ondina).
A vítima, que mora em Salvador há alguns anos, registrou ocorrência na Delegacia Territorial de Abrantes, em Camaçari, na Região Metropolitana. O caso é investigado como abuso sexual e mobiliza a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, com atuação integrada das polícias Civil, Militar e Técnica.
Segundo apuração, os suspeitos já foram identificados e começaram a ser ouvidos. Eles atuavam em um posto com cerca de 40 militares destacados para o policiamento ostensivo no Carnaval. As autoridades apuram se os envolvidos são alunos em formação, praças ou oficiais.
Relato da vítima
De acordo com informações confirmadas por fontes policiais, a mulher estava acompanhada do namorado — que é policial — no momento da festa. A suposta violência teria ocorrido quando ele se ausentou.
Após procurar a delegacia, a vítima foi encaminhada ao Departamento de Polícia Técnica da Bahia e ao Instituto Médico Legal para realização de exame de corpo de delito. A SSP-BA informou que os exames periciais já foram realizados e integram o conjunto de diligências em andamento.
Investigação e monitoramento
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública destacou que as investigações seguem de forma integrada e que informações podem ser repassadas anonimamente por meio do Disque Denúncia 181. As autoridades também analisam imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região do circuito.
Pronunciamento oficial
O secretário da pasta, Marcelo Werner, declarou repúdio ao caso e afirmou que as providências foram adotadas imediatamente.
“Não dá pra falar de um caso como esse sem se mostrar indignado, sem mostrar repúdio total a esse tipo de violência. A gente faz questão de frisar o apoio à vítima”, afirmou.
Werner ressaltou ainda que a Polícia Militar acompanha o caso e que não haverá tolerância caso as denúncias sejam confirmadas. “Nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Temos que ser firmes nesse assunto, com campanhas cada vez mais enérgicas para que ‘não é não’”, declarou.
O caso segue sob investigação e corre sob sigilo para preservar a vítima e garantir a apuração dos fatos.

