Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público da Bahia, Polícia Civil e Secretaria da Fazenda da Bahia realizou, na manhã desta quinta-feira (21), uma operação contra um grupo investigado por participação em um esquema de sonegação fiscal e corrupção ligado ao setor de combustíveis. A ação apura fraudes que podem ter causado prejuízo superior a R$ 400 milhões.
Batizada de “Operação Khalas”, a ofensiva resultou na prisão preventiva de três pessoas, entre elas um servidor público estadual. Além disso, dois funcionários públicos municipais de Candeias foram afastados dos cargos por decisão judicial.
As equipes também cumpriram 13 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. A operação tem como foco desmontar a estrutura financeira e operacional do grupo investigado.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava pagamento de propina a agentes públicos para obter facilidades ilegais e evitar fiscalizações. O esquema envolveria a importação de produtos químicos, como solventes e nafta, que seriam desviados para unidades clandestinas de mistura de combustíveis, conhecidas popularmente como “batedeiras”.
As apurações indicam ainda que o grupo atuava de forma estruturada para ocultar operações e reduzir o pagamento de tributos estaduais, utilizando empresas e movimentações financeiras suspeitas para dificultar o rastreamento das atividades.
A operação é um desdobramento da “Operação Primus”, deflagrada em 2025, e foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do MPBA, com apoio da Secretaria da Fazenda da Bahia e do núcleo especializado da Polícia Civil voltado ao combate de crimes econômicos.
Ao todo, participaram da ofensiva oito promotores de Justiça, dezenas de delegados e policiais civis, além de equipes da Polícia Fazendária e servidores da área fiscal.

