Uma tragédia registrada na noite de quarta-feira (11) chocou moradores de Itumbiara, no sul de Goiás, e ganhou repercussão nacional. O secretário de Governo do município, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, matou o filho mais velho, feriu gravemente o caçula e, em seguida, tirou a própria vida.
Thales era genro do prefeito Dione Araújo e estava casado havia 15 anos com a filha do gestor municipal. No momento do crime, a esposa estava em viagem a São Paulo.
Como o crime aconteceu
De acordo com informações da Polícia Civil e da Polícia Militar de Goiás, o caso ocorreu na residência da família. As investigações preliminares apontam que o secretário efetuou disparos contra os dois filhos — Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e o irmão de 8 — e depois atirou contra si.
Miguel chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O irmão mais novo foi submetido a cirurgia e permanece internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos.
Após os disparos, Thales morreu ainda no local. A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da perícia técnico-científica.
O que diz a investigação
Em nota, a Polícia Civil de Goiás informou que, até o momento, não há indícios da participação de outras pessoas. O caso é tratado como:
- homicídio consumado (pela morte do filho mais velho);
- homicídio tentado (contra o filho mais novo);
- seguidos de autoextermínio por parte do autor.
As investigações estão sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) do município. O inquérito tramita sob sigilo.
Postagem de despedida e carta
Familiares perceberam que algo estava errado após uma publicação em tom de despedida nas redes sociais do secretário. O conteúdo foi apagado pouco depois.
Horas antes do crime, Thales publicou um vídeo ao lado dos filhos, acompanhado da mensagem: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”.
Também circula a informação de que ele teria deixado uma carta mencionando uma suposta traição conjugal como motivação. No texto, afirmaria ter tentado manter a harmonia familiar por 15 anos e que estaria no “limite do improvável”.
Há ainda relatos de que o casal estaria em processo de separação há cerca de três meses, informação que não foi confirmada oficialmente e segue sendo apurada.
Boato sobre o prefeito
Após a divulgação do crime, circulou nas redes sociais a informação de que o prefeito Dione Araújo teria sofrido um infarto ao receber a notícia. A Prefeitura negou o boato. Segundo a assessoria de comunicação, ele não foi hospitalizado.
Pontos que ainda precisam ser esclarecidos
Apesar dos avanços iniciais, a investigação ainda busca esclarecer:
- a motivação oficial do crime;
- a autenticidade e o conteúdo da carta deixada;
- a dinâmica completa dos fatos;
- a evolução do quadro clínico do filho sobrevivente.
A Polícia Civil informou que continuará realizando diligências e perícias, preservando o sigilo do inquérito e respeitando o momento de luto da família.

