Um homem condenado pelo assassinato da corretora de imóveis Janaína Silva Oliveira voltou a ser preso nesta segunda-feira (1º), no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A captura de Aidilson Viana de Sousa, de 52 anos, foi realizada por equipes da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), após o suspeito permanecer foragido por quase dois meses.
O crime ocorreu em 2017 e teve grande repercussão na Bahia. Janaína foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava com Aidilson, no bairro do Barbalho, em Salvador. Segundo as investigações, ela foi assassinada a facadas.
Após ser preso dias depois do homicídio, Aidilson chegou a responder ao processo, mas foi colocado em liberdade ao término da prisão temporária. Anos depois, em 2023, ele foi levado a júri popular e condenado a 12 anos de prisão em regime fechado.
Mesmo condenado, o acusado conseguiu recorrer da decisão em liberdade após pedido da defesa. A medida foi contestada pelo Ministério Público da Bahia e pelos familiares da vítima. Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça da Bahia expediu um novo mandado de prisão contra o condenado, que passou a ser considerado foragido até ser localizado nesta semana.
De acordo com a Polícia Civil, ele permanece custodiado e à disposição da Justiça.
Relembre o caso
Janaína Silva Oliveira mantinha um relacionamento de aproximadamente cinco anos com Aidilson Viana de Sousa. Os dois viviam juntos em um apartamento no Barbalho, local onde o crime aconteceu na madrugada de 11 de novembro de 2017.
As investigações apontaram que a corretora foi atacada com golpes de faca. Mesmo ferida, ela ainda conseguiu se arrastar pelo imóvel e trancar a porta, deixando o agressor do lado de fora. Vizinhos relataram ter ouvido discussões frequentes entre o casal.
O corpo da vítima foi encontrado pela filha, que estranhou a falta de contato da mãe ao longo do dia e decidiu ir até o apartamento.
Familiares afirmaram que Janaína vivia um relacionamento marcado por episódios de violência. Segundo relatos, ela já havia denunciado agressões sofridas anteriormente e chegou a registrar ocorrências contra o companheiro. Em 2015, ele chegou a ser preso por agressão, mas foi liberado posteriormente e o casal retomou a convivência.
Após o assassinato, parentes da vítima também relataram que o imóvel apresentava sinais de violência, incluindo marcas de faca em portas e paredes, evidências que reforçaram a linha investigativa adotada pelas autoridades.

