A Electrolux iniciou um processo de reestruturação de suas operações industriais na Europa que envolve duas fábricas e pode afetar cerca de 2,3 mil trabalhadores. As unidades estão localizadas na Hungria e na Itália.
Na Hungria, a empresa confirmou o encerramento das atividades da fábrica de Jászberény até o fim de 2026. Cerca de 600 trabalhadores podem ser afetados pela medida.
A unidade produz refrigeradores de embutir e modelos independentes. Segundo a Electrolux, a decisão está relacionada à demanda mais fraca no mercado europeu, à pressão sobre os preços e ao aumento dos custos industriais.
A empresa informou que a produção de refrigeradores será redistribuída para outras fábricas e fornecedores externos. As operações comerciais e de marketing em Budapeste serão mantidas.
Na Itália, a reestruturação ainda está em negociação e pode envolver aproximadamente 1.700 postos de trabalho. A proposta inclui o possível fechamento da fábrica localizada em Cerreto d’Esi, responsável pela produção de coifas de cozinha.
A medida gerou reação dos sindicatos, que convocaram paralisações e solicitaram a participação do governo italiano nas negociações. As autoridades também pediram a suspensão temporária da execução do plano.
Em junho, a Electrolux concordou em interromper temporariamente o processo, permitindo que novas alternativas fossem discutidas com sindicatos e representantes do governo.
Até o momento, a fábrica italiana continua funcionando. Dessa forma, os cerca de 1.700 empregos são considerados potencialmente afetados, e não demissões já efetivadas.
A Electrolux informou que a reestruturação busca concentrar a produção em operações consideradas mais competitivas diante do cenário de demanda e custos na Europa.


