A Seleção da República Democrática do Congo terá que passar por um período de isolamento antes de embarcar para os Estados Unidos, onde disputará a Copa do Mundo de 2026. A medida foi adotada em meio ao surto de Ebola registrado no país africano.
Segundo informações divulgadas pela ESPN dos Estados Unidos, a delegação congolesa precisará permanecer isolada por 21 dias na Bélgica, local onde a equipe realiza sua preparação para o torneio. A determinação foi confirmada pelo diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para o Mundial.
De acordo com o representante norte-americano, o governo dos EUA deixou claro que a equipe só poderá viajar caso mantenha a chamada “bolha sanitária” sem qualquer quebra durante o período estabelecido. Caso contrário, a entrada da delegação no país poderá ser impedida.
A situação fez a FIFA intensificar o monitoramento sobre a crise sanitária. A entidade informou que mantém contato direto com a federação congolesa, além de autoridades de saúde dos Estados Unidos, México, Canadá e da Organização Mundial da Saúde.
O atual surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo já provocou 177 mortes e contabiliza cerca de 750 casos suspeitos, segundo autoridades internacionais. Ainda conforme a OMS, a variante identificada, chamada Bundibugyo, não possui vacina ou tratamento específico até o momento.
Além do isolamento da seleção, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) também endureceu regras para viajantes vindos da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul. A restrição pode impactar diretamente torcedores que pretendem acompanhar a equipe durante o torneio.
Apesar do cenário de alerta, a participação da seleção congolesa na Copa segue mantida. A equipe integra o Grupo K, ao lado de Seleção de Portugal, Seleção da Colômbia e Seleção do Uzbequistão. A estreia está marcada para o dia 17 de junho, em Houston, diante da equipe portuguesa liderada por Cristiano Ronaldo.

