O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi apresentada na sexta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), no âmbito da Operação Inquisição.
Segundo o MPBA, os denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. O órgão também pediu à Justiça a manutenção das prisões, a condenação pelos crimes atribuídos a cada investigado e o pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais.
O Ministério Público ainda solicitou a fixação de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. De acordo com a denúncia, os investigados fariam parte de uma estrutura considerada pelo órgão como estável, organizada e com divisão de funções.
Conforme a acusação, os crimes teriam ocorrido em julho de 2026. A denúncia aponta que duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de violência física e psicológica com o objetivo de obter confissões sobre supostas irregularidades relacionadas ao sistema de gestão de associados da torcida.
Ainda segundo o MPBA, a estrutura da Bamor teria sido utilizada para a prática dos crimes, com atuação coordenada e divisão de tarefas entre os envolvidos. O órgão afirma que as ações ocorreram em um contexto de suposta “punição privada” contra pessoas apontadas pela diretoria como responsáveis por possíveis desvios internos.
Foram denunciados Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; e o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado pelo MP como integrante da torcida organizada.
A denúncia foi apresentada pelo MPBA e agora cabe à Justiça analisar as acusações e decidir sobre o prosseguimento da ação penal.


