Uma disputa judicial envolvendo o meia Lucas Paquetá voltou a ganhar repercussão nos últimos dias. O goleiro João Eduardo Lago Magalhães, de 23 anos, tenta reverter na Justiça a decisão que negou sua ação trabalhista contra o atleta.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o jogador cobra cerca de R$ 66 mil, alegando que trabalhou por aproximadamente dez meses em um projeto esportivo ligado a Paquetá sem receber os valores acordados.
De acordo com o relato, o goleiro recebia uma ajuda de custo mensal de R$ 1 mil e poderia ganhar bônus por desempenho. No entanto, afirma que os pagamentos não foram realizados e que não houve formalização do vínculo em carteira.
Decisão judicial
O caso foi analisado pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, que entendeu não haver provas suficientes para comprovar a existência de relação empregatícia. Entre os pontos destacados estão a ausência de contrato formal e de elementos como subordinação, habitualidade e remuneração.
Materiais apresentados, como conversas e publicações em redes sociais, também não foram considerados suficientes para sustentar o pedido. Além disso, o juiz apontou falta de evidências concretas de pagamento ou de vínculo profissional entre as partes.
Recurso e próximos passos
Inconformado com a decisão, o goleiro entrou com recurso e tenta levar o caso para análise em segunda instância. O processo segue em andamento, ainda sem previsão de novo julgamento.
A ação também envolve empresas e familiares ligados ao meia, embora a Justiça tenha indicado que a responsabilidade inicial deve recair sobre as pessoas jurídicas citadas.
Contexto
A disputa ocorre em meio a um período de exposição de Lucas Paquetá, que recentemente foi inocentado em uma investigação internacional relacionada a suspeitas de manipulação de apostas. O novo caso mantém o nome do atleta em evidência e pode ter novos desdobramentos nas próximas semanas.


