A delegação da Chapecoense retornou, nesta sexta-feira (25), ao local onde o avião do clube caiu há dez anos, em uma das maiores tragédias da história do esporte mundial. Dirigentes e representantes da equipe catarinense participaram de uma cerimônia em memória das 71 pessoas que perderam a vida na noite de 28 de novembro de 2016.
Entre os presentes no ato esteve o ex-zagueiro Hélio Neto, de 41 anos, um dos seis sobreviventes do desastre aéreo. Esta foi a terceira vez que o ex-atleta visitou o local. Durante a homenagem promovida por autoridades locais, foi inaugurado um painel com imagens das vítimas e a frase “Campeões do Céu”. A diretoria do Verdão do Oeste também anunciou a instalação de um monumento com os nomes de todos os mortos.
A cerimônia ocorreu no Cerro Gordo, localizado no município de La Unión, próximo a Medellín. O morro foi o ponto do impacto do voo que levava a delegação brasileira para o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.
Amistoso em Medellín em memória à tragédia
O reencontro com o local do acidente antecede um compromisso simbólico nos gramados. A Chapecoense viajou à Colômbia para disputar um amistoso contra o próprio Atlético Nacional neste sábado, no Estádio Atanasio Girardot, marcando a lembrança da data.
O evento contou ainda com a presença de moradores locais que atuaram no resgate na fatídica noite, como o agricultor Miguel Ramírez e seu filho, Johan Ramírez, que ficou conhecido como o “Anjo da Chapecoense” por ter guiado os socorristas na região montanhosa e de difícil acesso.
Na época da tragédia, a Conmebol concedeu o título da Copa Sul-Americana à Chapecoense, atendendo a um pedido formal do Atlético Nacional. As duas equipes voltaram a se enfrentar em campo em 2017 pela Recopa Sul-Americana, com vitória do clube colombiano.
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