O jornalista Chico Pinheiro revelou que foi diagnosticado com câncer no intestino e enfrentou momentos delicados durante o tratamento. O relato foi feito durante entrevista com Zeca Baleiro para o programa Chico Pinheiro Entrevista, exibido nesta segunda-feira (11).
Durante a conversa, o ex-apresentador da TV Globo contou que não pretendia falar publicamente sobre a doença, mas decidiu abrir o coração ao lembrar da música “Flor da Pele”, de Zeca Baleiro, que o acompanhou durante o período de internação.
“Agora eu vou contar uma coisa aqui que eu não estava disposto a falar dela, mas é inevitável, porque eu vou puxar uma música sua”, afirmou.
Chico explicou que descobriu um câncer no intestino ainda em estágio inicial e que, inicialmente, o procedimento cirúrgico parecia simples.
“Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia, descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo, e uma cirurgia que era para ser feita em um dia e três dias depois eu ia para casa… Por robótica”, relatou.
Apesar do diagnóstico precoce, o jornalista revelou que sofreu complicações após a cirurgia e precisou retornar ao centro cirúrgico.
“Só que teve uma complicação posterior. Que eu saiba, não é culpa de nenhum médico… Realmente teve uma aderência intestinal e teve que abrir e operar. E eu passei uns belos dias na UTI”, disse.
Durante a recuperação, Chico Pinheiro contou que a música de Zeca Baleiro teve um significado especial e despertou reflexões sobre a vida e as pessoas ao redor.
“E a coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Ouvi você cantar uma música todo o tempo. Ouvia e chorava. Não era chorar de medo nem de nada, não. Era de perceber as pessoas que, na correria, você não vê, né?”, declarou.
O jornalista também falou sobre a importância da paciência durante o processo de recuperação.
“Você entra no hospital como doente. Agora, para virar paciente, você tem que exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar”, refletiu.
Chico Pinheiro deixou a TV Globo em 2022, após mais de 30 anos na emissora. Ao longo da carreira, apresentou telejornais como Bom Dia Brasil, SPTV e Jornal da Globo, além de ficar conhecido por bordões marcantes como “Graças a Deus é sexta-feira”, “É, vida que segue…” e “Coragem! Porque é segunda-feira.”
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