Uma das marcas mais tradicionais do comércio brasileiro enfrenta o momento mais crítico de sua história. As Casas Bahia comunicaram oficialmente que protocolaram um pedido de recuperação judicial em caráter de urgência. A medida, já aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador, estende-se a diversas empresas e braços de logística, tecnologia e produção ligados ao grupo empresarial.
Em comunicado ao mercado, a companhia justificou a decisão pelo agravamento das condições financeiras. A pressão dos juros elevados, a restrição de crédito no país e o aumento nos custos operacionais sufocaram o capital de giro. O pedido ocorreu logo após a divulgação do balanço do segundo trimestre, que revelou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, cifra 18 vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Diante do cenário de reestruturação, o grupo confirmou no balancete a previsão de fechamento de 298 lojas físicas pelo país. A crise nos bastidores também provocou baixas na alta cúpula: a empresa confirmou a renúncia do diretor jurídico, Fábio Spina, e de dois membros do Conselho de Administração.
Apesar da entrada na Justiça e da reformulação interna, o grupo afirmou em nota que pretende manter o funcionamento regular de seus canais de atendimento e das operações comerciais com os consumidores durante o processo de reestruturação.


