O apresentador Marcelo Castro, investigado pelo ‘Golpe do Pix’, e a emissora TV Aratu foram condenados pela Justiça por acusações falsas e terão que pagar a indenização no valor de R$ 30 mil por danos morais em desfavor do advogado Mateus Nogueira da Silva. As informações foram publicadas pelo site Bahia.ba, na tarde desta quarta-feira, 28.
Ainda segundo o portal de notícias, a decisão da 3a Vara Cível e Comercial da Salvador foi tomada em decorrência de informações dalsas e ofensivas à honra e reputação do profissional. As ofensas teriam ocorrido, no dia 30 dia de 2025, durante o programa Alô Juca, apresentado por Marcelo Castro.
Também conforme divulgado pelo Bahia.ba, as acusações aconteceram em uma reportagem em que o apresentador teria atribuído ao advogado, acusações de desacato e desobediência, decorrentes de um suposto histórico de 29 boletins de ocorrência.
Contudo, de acordo com o site, foi comprovado, por meio de instrução processual, que os registros policiais eram referentes a situações em que o advogado figurava como vítima ou atuava na defesa de clientes, e não como suspeito. A OAB-BA também havia prestado assistência institucional ao profissional, desmentindo o conteúdo veiculado.
Perfil Alô Juca foi suspenso no início deste mês
No início deste mês, o perfil Alô Juca, do apresentador Marcelo Castro, acusado de liderar a quadrilha que ficou conhecida como ‘Golpe do Pix’, saiu do ar após decisão da Justiça da Bahia. As informações são da coluna ‘Outro Canal’, da Folha de São Paulo.
Segundo o portal de notícias, a ordem judicial destinada à Meta, companhia que gerencia redes sociais como Facebook, Instagram e outras, aconteceu na quarta-feira, 29, e foi acatada na quinta-feira 1º.
O que diz o MP-BA sobre o ‘Golpe Pix’
Marcelo Castro e o jornalista Jamerson Oliveira, que também integra o programa Alô Juca, exibido pela TV Aratu, filiada do SBT, tornaram-se réus por apropriação indébita e lavagem de dinheiro após denúncia do Ministério Público da Bahia. A denúncia foi aceita pela Justiça em setembro de 2024 e, desde então, a dupla passou a ser considerada lideranças do “Golpe do Pix”.
“A denúncia aponta que o grupo atuou entre 2022 e 2023, desviando doações feitas através de chaves Pix exibidas em um programa televisivo, destinado a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Dos R$ 540 mil arrecadados durante esse período, aproximadamente 75% do valor (cerca de R$ 410 mil) foi apropriado indevidamente pelos integrantes da associação criminosa, enquanto apenas R$ 135.945,71 foram efetivamente repassados às vítimas”, disse o MP.


