O relato de um rodoviário de Salvador, dado à reportagem do Liga da Notícia, na noite desta quinta-feira (21), momentos depois de decidirem pela greve, reforça o desgaste que os trabalhadores da categoria vêm enfrentado há alguns anos quando se trata de negociações com o patronal.
Em entrevista ao Liga, o trabalhador, que preferiu não ter o nome revelado, afirmou que os profissionais tentaram, de várias formas, evitar a paralisação dos ônibus, porém, as negociações com os empresários não avançaram ao longo dos últimos meses.
“Desde março que estamos sentados para negociar. Na verdade, o sindicato e os trabalhadores não queriam greve. Viemos negociando, mas os empresários dificultaram o acordo”, disse.
Ainda no relato, ele descreveu como ‘migalhas’, as propostas apresentadas pelos empresários. “Nossos encontros tiveram acompanhamento do Ministério do Trabalho, advogados, juiz e promotor, tudo na mesa de negociação, mas os empresários fizeram chacota da categoria. Não existe chegar para o trabalhador e oferecer migalha. O trabalhador já está revoltado e chegou o momento em que a categoria pediu greve e decidiu manter a paralisação”, desabafou.
A greve foi aprovada em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (21), na sede do sindicato da categoria em Brotas. A paralisação começa a partir de 0h01 desta sexta-feira (22) e será por tempo indeterminado.

