O clima segue tenso entre taxistas e a administração do Aeroporto Internacional de Salvador. A categoria ameaça interditar os acessos ao terminal caso seja retirada a placa que identifica a área destinada ao embarque de táxis na região de desembarque.
A polêmica ganhou força após uma tentativa de remoção da sinalização na madrugada do último sábado (30). A ação gerou revolta entre profissionais que atuam no local e acabou interrompida após manifestações dos taxistas.
Presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim afirmou que a categoria permanece em alerta e poderá adotar medidas mais drásticas caso a retirada da placa seja concretizada.
Segundo ele, representantes dos taxistas mantiveram contato com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), que teria informado que não existe previsão para remoção da sinalização instalada recentemente no terminal.
A placa foi colocada pela Semob na última quarta-feira (27), com o objetivo de delimitar o espaço destinado aos táxis convencionais na área de desembarque inferior do aeroporto.
No entanto, a medida desencadeou um impasse entre a categoria e a concessionária responsável pela administração do terminal. De acordo com Denis Paim, representantes da Vinci Airports teriam questionado a instalação da sinalização sem alinhamento prévio com a empresa.
O dirigente da AGT relatou ainda que chegou a se reunir com o CEO da Vinci Airports no Brasil, Júlio Ribas, para discutir o tema. Segundo ele, durante a conversa, o executivo teria afirmado que qualquer alteração na área do aeroporto deveria passar pela autorização da concessionária.
Diante da controvérsia, a Semob informou que fará uma consulta formal à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para esclarecer quais são as regras vigentes relacionadas à organização das áreas de embarque e desembarque do terminal.
Em nota, a pasta destacou que a medida busca garantir que qualquer mudança operacional respeite as normas da concessão aeroportuária e seja construída por meio do diálogo entre os órgãos públicos, a concessionária e os profissionais que atuam no local.
Enquanto não há uma definição, os taxistas afirmam que continuarão mobilizados e não descartam protestos caso a sinalização seja removida.

