A experiência da primeira motofaixa implantada em Salvador pode abrir caminho para mudanças em outras vias importantes da capital baiana. Com resultados considerados positivos pela gestão municipal, a prefeitura já avalia expandir o modelo para corredores de grande movimentação, como as avenidas ACM e Juracy Magalhães.
O espaço exclusivo para motociclistas começou a funcionar na Avenida Bonocô em março do ano passado e, desde então, passou a ser acompanhado pela Transalvador como uma das principais medidas voltadas à redução de acidentes envolvendo motos na cidade.
De acordo com o órgão, apesar do alto fluxo de veículos e do número de ocorrências registradas na Bonocô ao longo dos últimos meses, não houve mortes relacionadas à motofaixa durante o primeiro ano de operação. Os dados reforçaram a discussão sobre a ampliação do projeto.
Antes da implantação do corredor exclusivo, a avenida havia registrado acidentes fatais envolvendo motociclistas. Já no período posterior à mudança, embora colisões ainda tenham sido contabilizadas na via, os casos mais graves não aconteceram dentro do espaço destinado às motos.
A motofaixa foi instalada entre as faixas de circulação próximas ao canteiro central e recebeu sinalização específica para orientar os condutores. A medida também provocou mudanças na velocidade máxima permitida na avenida, reduzida para 60 km/h por determinação da Secretaria Nacional de Trânsito.
Segundo o superintendente da Transalvador, Diego Brito, os números iniciais indicam que a estratégia pode contribuir para aumentar a segurança dos motociclistas e organizar melhor o fluxo viário da cidade.
Atualmente, estudos técnicos analisam a viabilidade de implantar novos corredores exclusivos em outras avenidas com grande circulação de motos. Entre os fatores avaliados estão o volume diário de veículos, a estrutura das pistas e os índices de acidentes.
O crescimento acelerado da frota de motocicletas em Salvador também pesa na discussão. Dados do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia apontam que a capital ultrapassou a marca de 200 mil motos em circulação, considerando os veículos emplacados nos últimos anos.
Com o aumento da presença de motociclistas nas ruas, a prefeitura vê as motofaixas como uma alternativa para tentar reduzir o número de mortes e feridos no trânsito, especialmente em avenidas de tráfego intenso.

