A professora Maria Elaine de Abreu, conhecida como Tia Elaine, teve um velório diferente e repleto de emoção na cidade de Itapipoca, no Ceará. Apaixonada pelas tradições juninas, ela pediu ainda em vida que sua despedida não fosse marcada por tristeza.
“Quando eu morrer, eu não quero choro, tristeza nem solidão. Quero ouvir barulho de tamanco”, costumava dizer.
O desejo foi atendido por familiares, amigos e integrantes do Grupo Folclórico Elaine Abreu (Grufi) e da quadrilha Pedra Lascada, fundados pela educadora em 1987. Durante o velório, apresentações de dança junina e músicas emocionaram os presentes.
Maria Elaine morreu aos 72 anos, na última quinta-feira (21), em decorrência de uma doença cardíaca.
Segundo a filha dela, Jéssica Kelsia, a paixão pelas quadrilhas começou ainda na infância, aos 5 anos de idade. Ao longo da vida, Tia Elaine se tornou referência nas tradições juninas do Ceará e ficou conhecida pelo som marcante dos tamancos usados nas apresentações.
“Ela dizia que o coração e as veias eram cheios de bandeirinhas”, relembrou a filha emocionada.

