O Estado do Rio de Janeiro amanheceu nesta quinta-feira (30) com 454 mil imóveis sem energia elétrica, um dia após um forte vendaval atingir diversas regiões. De acordo com as concessionárias, 324 mil clientes da Light e 130 mil da Enel continuam com o fornecimento interrompido. Informações do portal G1.
As rajadas de vento ultrapassaram os 100 km/h, provocando a queda de centenas de árvores, postes, interrupções no transporte e danos à rede elétrica. Os bairros mais afetados na capital, segundo a Light, são Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes.
O Corpo de Bombeiros informou ter atendido quase 300 ocorrências relacionadas ao vendaval, sendo 154 para corte de árvores, 31 para salvamento de pessoas e cinco por desabamentos. As cidades mais atingidas foram Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Niterói.
O temporal também deixou duas mortes. As vítimas foram identificadas como o ex-jogador do Botafogo, Tássio Maia dos Santos, de 41 anos, e Vandré Cordeiro da Silva, de 43 anos, que morreram após a queda de um muro no bairro de Santa Teresa, na região central da capital.
Além disso, um corpo foi encontrado na Praia de Tarituba, em Paraty, no mesmo local onde um naufrágio foi registrado na quarta-feira (29). A identidade da vítima ainda será confirmada pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Segundo o Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio), a capital registrou 269 quedas de árvores, com dezenas de ocorrências ainda em atendimento durante a madrugada. Também foram contabilizados mais de 30 casos de árvores e galhos sobre a rede elétrica, além da queda de um poste em Bangu.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica (Redemet) apontam que a maior rajada de vento foi registrada no Aeroporto do Galeão, chegando a 105,6 km/h. Outros municípios também registraram ventos intensos, como Marambaia, Seropédica, Paraty, Jacarepaguá e Maricá.
As concessionárias de energia seguem com equipes mobilizadas para restabelecer o serviço nas áreas afetadas, enquanto a Defesa Civil mantém o monitoramento das condições climáticas e orienta a população a evitar áreas com risco de queda de árvores e estruturas.

