O programa Alô Juca, na TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, precisou cumprir uma decisão judicial e exibir, nesta sexta-feira (27), um vídeo gravado pelo advogado Mateus Nogueira da Silva, que conseguiu uma liminar que lhe dava o direito de resposta por mais de oito minutos durante o programa de Marcelo Castro, jornalista envolvido no chamado “escândalo do Pix”.
No vídeo, o profissional explica que a decisão judicial é decorrente de uma acusação feita contra Mateus, após Marcelo e outro jornalista terem exibido uma matéria, no dia 30 de maio de 2025. O advogado alega e comprovou, por meio de documentos oficiais, que teve a honra e a imagem atacadas pelos profissionais de comunicação.
A reportagem chegou a dizer que Mateus possuía 29 boletins de ocorrência. Contudo, o advogado,por meio de BOs, emitidos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), conseguiu comprovar que as acusações eram falsas. “Eu tenho aqui uma certidão emitida pela Polícia Civil da Bahia dizendo que contra mim nada consta”, afirmou.
o advogado também pontuou que, mesmo o apresentador tendo afirmado que os microfones estavam abertos para ele se posicionar acerca das acusações, na época, ele não teve direito de resposta . “Escolheram não levar a minha versão ao ar”, disse no vídeo.
Ainda na gravação, o advogado fez questão de relembrar que Marcelo Castro chegou a dizer que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB/BA) tinha “um pé atrás” com ele.
Relembre o caso do PIX
Marcelo Castro e Jamerson Oliveira, ambos jornalistas, são apontados como líderes de um grupo que, de acordo com denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), teria se apropriado de um montante no valor de R$ 407.143,78, o equivalente a 75% dos R$ 543.089,66 arrecadados em 12 campanhas para pessoas em situação de vulnerabilidade na televisão, quando eram funcionários da Record Bahia.

