Com o orçamento apertado e a responsabilidade de criar duas filhas sozinha, a baiana Kisila Brunely, de 33 anos, encontrou no empreendedorismo, há cerca de cinco anos, uma forma de transformar a própria realidade. Moradora moradora do bairro de Cajazeiras, em Salvador, ela decidiu investir em uma confeitaria artesanal para complementar a renda da família, mesmo mantendo a rotina de trabalho no regime CLT.
A ideia de empreender surgiu da necessidade de sustentar a família e oferecer uma qualidade de vida melhor para as filhas Cecília e Maya. Em entrevista ao Liga da Notícia, Kisila contou como tenta equilibrar a rotina entre o trabalho, a maternidade e a confeitaria.
“Eu aprendi a equilibrar, né? A dosar para poder não deixar nenhuma parte sem ter o meu melhor. Dentro da confeitaria eu prezo por ser uma profissional de excelência, dar o meu melhor para o cliente. E em casa eu tento ser a melhor mãe possível dentro das minhas condições para as minhas filhas”, relatou.
A paixão pela confeitaria veio de da geração familiar. Kisila lembra que a avó e as tias sempre a chamavam para acompanhar o preparo dos tradicionais bolos da família, despertando nela o interesse pela cozinha desde cedo. A iniciativa de abrir a própria confeitaria artesanal, a ‘Doce Cecília’ (@docececilia20), que leva o nome da sua filha mais velha, surgiu entre 2020 e 2021, durante o período em que ela trabalhava em um shopping.

Segundo ela, as colegas de trabalho passaram a incentivar a venda dos bolos que fazia em casa. A primeira venda foi de bolos no pote. Depois, começou a produzir os bolos dos mesversários da primeira filha, o que acabou motivando ainda mais o aperfeiçoamento profissional. Para aprimorar as técnicas, ela decidiu investir em cursos na área da confeitaria. Apesar do talento, Kisila revelou que o medo e a insegurança foram alguns dos maiores desafios no início da trajetória empreendedora.
“Tem a técnica, mas você fica se sentindo insegura. Eu tinha medo do bolo ficar ruim ou de não agradar o cliente. Acho que a maior dificuldade foi isso”, contou.
Maternidade e Responsabilidade
Kisila também afirma que a maternidade ajudou a amadurecer e fez com que ela colocasse o talento para fora. Segundo ela, as filhas são suas maiores motivações para continuar trabalhando diariamente em busca de crescimento.
“Às vezes, ase meninas querem atenção e eu não consigo dar naquele momento porque tenho uma demanda para entregar. Não tenho esse tempo de qualidade o tempo todo porque preciso trabalhar, mas entendo que isso é necessário para dar uma qualidade de vida melhor para elas”, desabafou.

