O jornalista Silvio Barsetti morreu nesta terça-feira (13), aos 61 anos, em decorrência de um câncer de pele. Integrante da equipe de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2023, ele acumulou quase quatro décadas de atuação no jornalismo esportivo.
A morte foi divulgada pela CBF, que lamentou a perda do profissional. Em homenagem ao jornalista, será respeitado um minuto de silêncio antes da partida entre Brasil e Argentina, marcada para esta terça-feira.
O diretor de Comunicação da entidade, Fabio Seixas, prestou homenagem ao colega e destacou sua trajetória profissional, marcada pela qualidade dos textos e pela participação em importantes coberturas esportivas.
Seixas descreveu Barsetti como um jornalista “primoroso, divertido, ácido, perspicaz, brigador, dono de um texto impecável e um grande companheiro de trabalho”. Segundo ele, o profissional continuou trabalhando até a semana anterior à morte.
Silvio Barsetti iniciou sua trajetória profissional em 1988 e passou por veículos como Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e O Dia. Entre 1995 e 2015, trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo, onde cobriu acontecimentos importantes do esporte nacional. Também atuou como colunista do portal Terra.
Além do trabalho na imprensa, Barsetti foi autor dos livros A Farra dos Guardanapos e O Outro Lado do Poder. Ele também integrou a equipe de pesquisa da obra Vinicius de Moraes: o poeta da paixão, escrita por José Castello.
Entre suas reportagens de destaque está a informação de que o estádio do Morumbi não receberia partidas da Copa do Mundo de 2014. A apuração antecipou a construção de uma nova arena em Itaquera, que posteriormente se tornou a Neo Química Arena.
Até o momento, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento do jornalista.


