Um dos maiores nomes da história do futebol mundial se despede oficialmente da sua seleção na noite desta terça-feira (6). Aos 42 anos, Lionel Messi faz seu último jogo com a camisa da Argentina em partida festiva contra a seleção de Benin, às 20h (horário de Brasília), no lendário Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.
A expectativa para a despedida do camisa 10 mobilizou os torcedores argentinos: todos os 85 mil ingressos colocados à venda foram esgotados em apenas uma hora e meia. Para marcar o momento histórico, a seleção argentina entrará em campo com um uniforme comemorativo especial, desenhado com referências à trajetória do craque ao longo de duas décadas defendendo o país e aos símbolos nacionais.
Messi encerra sua trajetória na Albiceleste acumulando números impressionantes. Em 207 partidas disputadas, o atacante marcou 125 gols e distribuiu 68 assistências. Para dimensão das marcas, o segundo maior artilheiro da história da seleção é Gabriel Batistuta, com 55 gols, 70 a menos que o camisa 10. Nas assistências, o segundo colocado da lista é Ángel Di María, com menos da metade das servidas por Messi.
A jornada do camisa 10 na seleção teve momentos de altos e baixos. Após estrear em Copas do Mundo em 2006, o jogador enfrentou anos difíceis sem conquistas, acumulando vices na Copa do Mundo de 2014 e nas edições da Copa América de 2015 e 2016. A sequência de reveses fez o jogador anunciar a aposentadoria da equipe em 2016, mas a forte comoção popular e o pedido de companheiros o fizeram reconsiderar.
A virada definitiva de chave ocorreu com a chegada do técnico Lionel Scaloni. Sob o novo comando, Messi liderou a Argentina nas conquistas da Copa América de 2021 (vencendo o Brasil no Maracanã) e de 2024, além da consagradora Copa do Mundo do Catar, em 2022. Mais recentemente, o astro voltou a se destacar no Mundial de 2026, onde alcançou a marca de 21 gols em Copas do Mundo, assumindo a vice-artilharia histórica.
Para o duelo final diante do Benin, a Argentina deve ir a campo com: Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Enzo Fernández e Lo Celso; Messi, Lautaro Martínez e Julián Álvarez.


