Começou nesta terça-feira (1º) a instalação das boias que vão delimitar uma área exclusiva para banhistas no Porto da Barra, em Salvador. A previsão da Secretaria Especial do Mar (Semar), responsável pelo projeto, é concluir o serviço nesta quinta-feira (3).
O trabalho precisou ser adaptado devido à maré alta. Com a dificuldade para iniciar a instalação na faixa de areia, as equipes começaram pelo mar, onde foram posicionadas as chamadas poitas, estruturas de concreto que servirão como base para sustentar o cordão de boias.
Ao todo, serão instaladas cinco poitas: duas na areia e três no mar. A etapa em terra está prevista para ocorrer durante a noite, por volta das 22h30, quando a maré estiver baixa. Para a execução do serviço, a área será isolada e uma retroescavadeira será utilizada, sem a presença de banhistas.
A área destinada aos frequentadores será delimitada em formato de “U”, a aproximadamente 90 metros da praia. A medida tem como objetivo reduzir o risco de acidentes provocados pela circulação de embarcações motorizadas próximas à faixa de areia.
Segundo a titular da Semar, Duda Lomanto, o movimento de barcos, botes e motos aquáticas aumenta principalmente durante o pôr do sol e no verão, período em que o Porto da Barra recebe grande quantidade de banhistas.
“Como o Porto da Barra tem águas tranquilas e recebe muitas famílias, crianças, nadadores e praticantes de esportes, essa proximidade gera risco de acidentes”, afirmou.
Apesar da criação da área exclusiva para banho, pequenas embarcações, canoas e praticantes de esportes náuticos continuarão podendo utilizar o espaço. Um trecho específico será mantido livre para permitir a entrada e saída das embarcações.
As boias serão conectadas por um cabo de aço e terão cores de fácil visualização. O projeto também prevê a instalação de câmeras de monitoramento marítimo, com transmissão em tempo real para a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Capitania dos Portos.
A intervenção também inclui a requalificação das rampas utilizadas para acesso ao mar. A expectativa é que a nova organização permita separar os diferentes usos da área marítima e ampliar a segurança dos banhistas.


