O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) atualizou, na tarde desta terça-feira (18), a situação da cratera no km 604 da BR-324, em Simões Filho, que há mais de um mês provoca congestionamentos e transtornos na rodovia.
Por meio de nota divulgada para a imprensa, o DNIT disse que, após a realização de sondagens, estudos geofísicos, inspeções e testes, foi identificado a causa do problema.
“Os estudos indicaram que a água estava circulando por dentro do aterro da rodovia, carregando parte do material e formando vazios no interior da estrutura”, revelou.
Ainda de acordo com o departamento, em decorrência da perda desse material, algumas áreas do aterro perderam sustentação, provocando os abatimentos observados no pavimento.
Solução apontada pelo DNIT
Ainda no comunicado, o DNIT disse ter definido uma solução que atua principalmente em duas frentes. Dentre as alternativas está a construção de um novo bueiro, para conduzir a água de forma segura e controlada.
“A obra será feita pelo método não destrutivo, evitando grandes intervenções na pista e permitindo manter a fluidez do tráfego durante a execução”, garantiu.
A outra frente mencionada pelo departamento foi o tratamento do aterro, com injeções de material cimentício para preencher os vazios existentes e reforçar as áreas que perderam resistência.
“Depois que o novo bueiro estiver funcionando, o dispositivo antigo será desativado e devidamente tamponado”, disse.
Próximos passos
O DNIT também esclareceu que, com a solução definida, o DNIT está dando andamento às providências necessárias para a contratação dos serviços de recuperação.
“Enquanto a solução definitiva não é executada, o trecho continuará sendo monitorado de forma permanente, com adoção das medidas necessárias para garantir a segurança dos usuários e a fluidez do tráfego. O objetivo é resolver a causa do problema, recuperar o aterro e garantir segurança e estabilidade para a rodovia”.
Relembre o caso
A primeira cratera surgiu em 7 de julho, no km 604 da BR-324, nas proximidades do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Simões Filho, comprometendo os dois sentidos da rodovia.
Na época, uma inspeção técnica identificou trincas e afundamento na pista, provocados por uma falha estrutural em um antigo bueiro localizado sob o aterro da rodovia. Segundo o DNIT, o problema provocou a perda de material da camada de suporte do pavimento, comprometendo a estabilidade das faixas de rolamento e exigindo intervenções emergenciais no trecho.


